terça-feira, 17 de maio de 2011

Professora Amanda Gurgel: "Estão aceitando a condição precária da educação como uma fatalidade?"


Hoje deparei-me com duas situações tristes quando refletimos sobre a educação em nosso país. A primeira diz respeito ao depoimento da professora Amanda Gurgel à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e, a segunda, é um comentário do Arnaldo Jabor à rádio CBN*. Ambos, apresentam o descaso que perdura em nosso país quando se trata de priorizar a educação, o que fica evidente quando o alto escalão responsável pela educação no país tenta justificar o injustificável (clique aqui e ouça o comentário do Arnaldo Jabor).


Citando http://mariafro.com.br/wordpress/ segue o texto e o depoimento da professora Amanda Gurgel:


No dia 10/05/2011, a Professora Amanda Gurgel deixou os deputados da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte em silêncio na audiência pública, ela não fala com ódio, ela fala com a indignação que deveria também mover os políticos brasileiros para que este quadro de proletarização dos profissionais da educação tivesse alguma transformação efetiva.
Foi a Dani Bado que descobriu este depoimento que não apenas resume o quadro de abandono da educação brasileira, mas de descaso com os profissionais da educação brasileira.
Há três dias estou para subir o post, mas queria transcrever todo o discurso articulado e tão cheio de significados desta professora.
Acho que ela resume bem, na sua fala para a secretária de educação a idéia naturalizada que políticos burocratas tem sobre a educação: “Estão aceitando a condição precária da educação como uma fatalidade?”
“Sou eu a redendora do país? Não posso, muito menos com o que recebo.”
“Sempre o que o poder solicita da gente é paciência, é tolerância… Vocês nos pedem paciência, a minha necessidade de alimentação é imediata, a minha necessidade de transporte é imediata, a necessidade de Jéssica de ter uma educação de qualidade é imediata…”
“Parem de associar qualidade de educação com professor dentro de sala de aula, não fico constrangida de mostrar o meu contracheque, porque penso que o constrangimento deve vir de vocês”
Fonte:Professora Amanda Gurgel: "Estão aceitando a condição precária da educação como uma fatalidade?"
* Não concordo muito com certos comentário do Arnaldo Jabor, no entanto, percebo que neste ele levantou uma problemática que não pode ser desconsiderada: a justificação da burrice institucionalizada num livro didático(?).